Alex Silva, presidente do SINPOSPETRO NITERÓI E REGIÃO, compareceu nesta quarta-feira(1º), na sede da Força Sindical, em São Paulo, na Reunião Macrosetorial da Força Sindical. Estavam presentes representantes das Federações dos Frentistas, Metalúrgicos e Químicos. O intuito era traçar uma estratégia de luta e preparar os trabalhadores para a transição tecnológica que avança na indústria automobilística. 

Entre os convidados da reunião, estava presente o presidente da FEPOSPETRO (Federação dos Frentistas do Estado de São Paulo), Luiz Arraes, disse que a tecnologia ameaça o emprego da categoria e o papel do sindicato é lutar para diminuir esse impacto. “Não podemos desprezar a questão do etanol, temos que achar soluções para diminuir o impacto da tecnologia e não jogar na lata do lixo os trabalhadores”, completou.

O presidente do SINPOSPETRO NITERÓI E REGIÃO, Alex Silva, aproveitou o momento para relembrar que os trabalhadores de postos de combustíveis travam a anos uma batalha junto com a tecnologia. O emprego do frentista é protegido pela lei Lei Federal 9.956, que proíbe bombas de autosserviço em postos de combustíveis de todo país.

CARROS ELÉTRICOS

Alex também ressaltou que os carros elétricos visam compensar os danos provocados ao meio ambiente. Nos últimos anos, o Brasil atenuou a crise climática com o aumento do desmatamento. Ele advertiu que a modernização das indústrias não pode sobrepor o artigo 7ª da Constituição Federal que protege o trabalhador em face à automação. 

O Brasil tem hoje cerca de 126 mil carros eletrificados. As vendas cresceram 41% no ano passado em comparação com 2021. Os carros elétricos são uma realidade nos países desenvolvidos que buscam a descarbonização e a reorganização da mobilidade urbana.

O economista do DIEESE, Daniel Ferrer, afirmou que o carro híbrido flex a etanol é uma alternativa à ameaça tecnológica, principalmente para os frentistas. O carro recarrega automaticamente — no funcionamento do próprio veículo— e alcança o dobro de quilômetros percorridos, com a mesma quantidade de combustível utilizado por um carro convencional. Essa proposta descarta a possibilidade de demissões em massa a médio prazo. O Brasil é o maior produtor de etanol do mundo.

Ao encerrar o encontro, a mediadora Mônica Veloso, vice-presidente da CNTM (Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos), reforçou a importância de estabelecer uma política de desenvolvimento considerando a opinião dos trabalhadores. Ela cobrou a participação dos dirigentes nos debates, para garantir os empregos dos trabalhadores do setor e, por consequência, a luta do movimento sindical.

Texto e Design por Mylena Campos, *Com informações de Estefania Mota, presentes em sinpospetro-rj.org.br

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